A pior posição histórica do Brasil no Ranking IMD acende um alerta vermelho sobre a capacidade de atração de capital do país em 2026. Com efeito, o relatório internacional revelou que o mercado nacional despencou para a 65ª colocação entre 70 economias avaliadas. No entanto, o recuo de sete posições em relação ao ano anterior expõe gargalos severos e exige reformas estruturais urgentes do poder público.
Os fatos
- Tombo generalizado: O estudo do IMD Business School com a Fundação Dom Cabral mostra declínio nos quatro eixos fundamentais de competitividade.
- Eficiência em queda: O indicador de eficiência empresarial registrou a maior perda, desabando da 56ª para a 67ª colocação global.
- Lanterna regulatória: A eficiência governamental manteve sua trajetória de queda livre, atingindo a penúltima posição do planeta, no 69º lugar.
Os gargalos crônicos que deixam o país na última colocação mundial
O levantamento acende um sinal luminoso ao colocar o Brasil na última posição em indicadores para o crescimento sustentável. Como consequência do custo de capital elevado, os juros altos encarecem os financiamentos de longo prazo e reduzem a previsibilidade dos projetos industriais. Diante disso, a produtividade do trabalho e o alto endividamento corporativo travam o ganho de eficiência sistêmica do ambiente corporativo.
Além disso, a área social apresenta falhas profundas que comprometem as próximas décadas de desenvolvimento. Desse modo, a defasagem severa na educação básica e as barreiras em habilidades linguísticas isolam os profissionais das cadeias globais de valor. Do mesmo modo, a infraestrutura geral apresentou nova retração anual, descendo três posições para ocupar o 61º posto.
| Indicador Crítico | Posição Global | Impacto Direto na Economia |
| Custo de Capital | 70º lugar | Juros elevados encarecem financiamentos e reduzem novos investimentos. |
| Educação Básica | 70º lugar | Defasagem no ensino primário limita a qualificação da mão de obra. |
| Produtividade | 70º lugar | Baixo ganho de eficiência por trabalhador trava a competitividade. |
| Dívida Corporativa | 70º lugar | Alavancagem financeira elevada restringe novos aportes das empresas. |
| Idiomas | 70º lugar | Barreiras de idioma dificultam a inserção em mercados externos. |
O contraponto de resiliência e o topo da tabela global
Portanto, o diagnóstico assusta, mas os pesquisadores também listam fortalezas importantes ligadas à transição energética e ao tamanho do mercado interno. Diante disso, o Brasil garantiu o 5º lugar global tanto na criação de empregos de longo prazo quanto na participação de fontes renováveis. Igualmente, o fluxo de Investimento Direto Estrangeiro (IDE) reteve a 7ª colocação mundial, enquanto a atividade empreendedora inicial alcançou o 8º posto.
Por esse motivo, o mercado financeiro cobra uma guinada rápida nas políticas de governança e desburocratação tributária. Em suma, o cenário onde se consolida a pior posição histórica do Brasil no Ranking IMD deixa o país atrás de quase todos os emergentes. Enquanto Singapura lidera o ranking global, a economia brasileira supera apenas nações como Botsuana, Mongólia, Nigéria, Namíbia e Venezuela.
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