As tensões no Oriente Médio e a guerra da Ucrânia impulsionaram a forte valorização no preço do petróleo nesta segunda-feira (12). O mercado reagiu com pessimismo às incertezas geopolíticas, a notícias de violações em acordos de trégua energética e ao intensificação de conflitos na Arábia Saudita.
Por volta das 11h40, o barril de petróleo tipo Brent, referência para o mercado global, avançava 2,16%, cotado a US$ 107. No mesmo horário, o petróleo West Texas Intermediate (WTI), indicador de referência nos Estados Unidos, registrava alta de 2,28%, negociado a US$ 93,94 o barril.
Violações de cessar-fogo e impasse entre Rússia e Ucrânia
O estopim para o movimento de alta nos preços ocorreu após o descumprimento do chamado “cessar-fogo energético” anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A proposta previa a interrupção imediata dos ataques a infraestruturas de energia entre russos e ucranianos.
Pouco depois do anúncio, contudo, o governo de Kiev acusou Moscou de violar os termos ao bombardear uma usina termelétrica na cidade de Kharkiv. A Ucrânia cobrou garantias diretas de Washington para o cumprimento dos acordos por parte da Rússia.
Ao mesmo tempo, o Kremlin rejeitou a proposta de um cessar-fogo de 60 dias apresentada por Volodymyr Zelensky. A liderança russa afirmou que busca um acordo de paz abrangente e definitivo, descartando tréguas temporárias para a realização de eleições presidenciais na Ucrânia.
Paralelamente, os investidores monitoram o anúncio dos Estados Unidos sobre a aquisição de diesel russo. O contrato prevê o fornecimento inicial de mais de 300 mil toneladas do combustível ao mercado norte-americano e internacional, com previsão de lote adicional de até 3 milhões de toneladas, em uma tentativa de conter o avanço da inflação dos combustíveis.
Ataques no Oriente Médio mantêm pressão de alta nos preços
No Oriente Médio, a escalada de violência impede qualquer alívio sustentável nas cotações da commodity. Novos ataques com mísseis executados pelos rebeldes Houthis do Iêmen atingiram a capital da Arábia Saudita, Riade, deixando ao menos 12 mortos e mais de 300 feridos.
Durante a abertura do 25º Congresso Mundial de Energia (WPC), o ministro da Energia da Arábia Saudita, príncipe Abdulaziz bin Salman, declarou que o reino precisa dar uma resposta “igualmente séria” aos ataques recentes. O aumento das hostilidades na região reacende temores sobre interrupções na oferta global de energia e consolida a cotação do barril acima do patamar dos US$ 100.
Pontos importantes sobre a alta do petróleo
- Patamar elevado: Barril de petróleo tipo Brent supera os US$ 107 e o WTI atinge US$ 93,94 após escalada de conflitos.
- Tensão na Europa Oriental: Trégua energética falha com novos ataques em Kharkiv e rejeição do Kremlin a cessar-fogo temporário.
- Instabilidade no Oriente Médio: Ofensivas com mísseis em Riade elevam risco operacional na infraestrutura de energia da Arábia Saudita.
- Ações de contenção: EUA firmam contrato para compra emergencial de diesel russo na tentativa de refrear a inflação de combustíveis.
Com informações da Reuters • Foto: Magnific