A taxa de desemprego no Brasil registrou um leve recuo e fechou em 5,2% no trimestre encerrado em setembro de 2026. O resultado representa o menor índice para esse período desde o início da série histórica iniciada em 2012.
O dado veio em linha com as projeções do mercado financeiro. A leitura confirmou a trajetória de desaceleração gradual na taxa de desocupação do país em relação aos meses anteriores.
Recuo na comparação anual e avanço na formalização do trabalho
Os dados oficiais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) apontam recuo de 0,2 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em junho. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a queda no indicador atingiu 0,4 ponto percentual.
O número de trabalhadores contratados com carteira assinada no setor privado atingiu o patamar de 39,4 milhões de pessoas. A marca representa o maior contingente de trabalhadores formais registrado em toda a série da pesquisa.
Paralelamente, a taxa de informalidade registrou estabilidade ao atingir 37,5% da população ocupada no país. Esse percentual equivale a um contingente de 38,8 milhões de trabalhadores sem vínculo formal de emprego.
Estabilidade nos rendimentos e expansão da massa salarial
O rendimento médio real habitual dos trabalhadores manteve estabilidade no trimestre e fechou no valor de R$ 3.790. Contudo, o indicador apresentou expansão anual relevante de 3,6 pontos percentuais na comparação com 2025.
A massa de rendimento real habitual atingiu o montante total de R$ 387,5 bilhões no encerramento do trimestre. O resultado representa uma elevação trimestral de 1,5% na economia brasileira.
Na comparação anual, a massa salarial cresceu 4,7%. Esse avanço injetou R$ 17,5 bilhões adicionais no poder de compra da população ocupada.
Resumo analítico
- Menor nível histórico: Taxa de desocupação cai para 5,2% no trimestre encerrado em setembro, o menor patamar da série iniciada em 2012.
- Recorde no emprego formal: Contingente com carteira assinada no setor privado atinge o recorde de 39,4 milhões de trabalhadores.
- Injeção na economia: Massa de rendimento real expande 4,7% em um ano e alcança a marca de R$ 387,5 bilhões.
Foto: Marcelo Camargo/Ag. Brasil