A infraestrutura elétrica brasileira projeta uma nova onda de aportes bilionários para a expansão do Sistema Interligado Nacional. A Agência Nacional de Energia Elétrica estima contratar mais de R$ 50 bilhões em investimentos nos 3 leilões programados para o ano de 2027.
O planejamento preliminar elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética trabalha com aproximadamente 22 lotes para os certames do próximo ano. A quantidade exata e a divisão dos empreendimentos dependem da formatação final da Aneel.
Cronograma contempla tecnologia de ponta e escoamento de energia renovável
O calendário oficial do Ministério de Minas e Energia prevê disputas nos meses de abril, outubro e dezembro de 2027. A primeira licitação passou por consulta pública com 12 lotes e R$ 12,9 bilhões em investimentos.
O certame inicial prevê a contratação inédita de sistemas de armazenamento de energia por baterias na rede de transmissão. No segundo semestre, a Aneel planeja licitar um sistema em corrente contínua com tecnologia VSC.
O projeto de corrente contínua terá capacidade para 3 GW e extensão superior a 2 mil quilômetros. A estrutura transportará a produção de energia renovável do Nordeste para os centros consumidores do Sul e Sudeste.
Balanço do certame mais recente indica deságio de 50,10% na B3
O segundo leilão de transmissão do ano de 2026 encerrou com deságio médio de 50,10% na Bolsa de Valores. A disputa contratou R$ 811 milhões em Receita Anual Permitida perante um teto inicial de R$ 1,63 bilhão.
Os 8 lotes arrematados movimentarão R$ 8,9 bilhões em aportes ao longo dos contratos de concessão. A economia gerada para os consumidores de energia é estimada em R$ 21 bilhões na vigência dos contratos.
A EDP arrematou o lote 2 com deságio de 53,29% e investimentos projetados em R$ 316,97 milhões. A Neoenergia também conquistou ativos e ultrapassou a marca de 8 mil quilômetros de linhas no país.
Resumo analítico
- Aportes bilionários: Leilões de transmissão projetam contratar R$ 50 bilhões em investimentos no ano de 2027.
- Inovação tecnológica: Projetos incluem armazenamento por baterias e linha em corrente contínua de 3 GW para energia limpa.
- Economia ao consumidor: Disputa na B3 em 2026 encerra com deságio de 50,10% e projeta redução de R$ 21 bilhões nas tarifas.
Foto: Magnific