Ibovespa sobe na expectativa de nova pesquisa eleitoral enquanto dólar recua e petróleo dispara

O Ibovespa sobe na expectativa de uma nova pesquisa eleitoral nesta quinta-feira (8). O foco absoluto dos investidores está voltado para a divulgação da nova rodada de pesquisas do Datafolha sobre a corrida presidencial, que tem ditado o ritmo dos negócios nas últimas semanas.

Por volta das 13h (de Brasília), o Ibovespa registrava alta de 0,55%, alcançando os 204.432 pontos. O movimento reflete a continuidade do apetite ao risco e o fôlego do chamado trade eleitoral após o primeiro turno do pleito.

Enquanto a bolsa avança, o dólar à vista opera com variação negativa de 0,20%, cotado a R$ 5,0071 na venda. A moeda americana oscila próxima ao patamar de R$ 5 desde a definição do primeiro turno, impulsionada pelas expectativas em torno do segundo turno presidencial entre Flávio Bolsonaro e o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Pressão externa do petróleo e volatilidade global

Fora do radar político, o ambiente internacional exige cautela dos acionistas devido à disparada superior a 5% nos preços dos contratos de petróleo Brent e WTI. A escalada das cotações reflete novas tensões geopolíticas e cortes de produção nos Estados Unidos.

O avanço da commodity ajudou a sustentar os papéis de empresas do setor de óleo e gás na B3. No entanto, o choque de oferta no exterior também pressionou o mercado de títulos soberanos globais, elevando os rendimentos dos Treasuries norte-americanos de dez anos para 5,324%.

Apesar do estresse externo nos juros globais, a curva de juros doméstica registrou alívio no Brasil. A taxa do DI para janeiro de 2028 recuou para 12,55%, enquanto o contrato de longo prazo para 2035 caiu a 12,62%.

Pontos importantes

A dinâmica dos mercados mostra a alta sensibilidade do Brasil a dois vetores: a política interna e as commodities globais. O fluxo de capital estrangeiro mantém a bolsa resiliente. No entanto, o choque inflacionário do petróleo exige rigor no monitoramento de custos operacionais e da exposição cambial.

Em cenários de transição política e juros externos altos, a disciplina de caixa protege as companhias. Proteger-se contra oscilações de curto prazo é um diferencial estratégico essencial para a saúde financeira e o planejamento das corporações.

Foto: B3