O setor produtivo brasileiro unificou sua estratégia de defesa contra a proposta do governo Donald Trump de aplicar tarifas para o agronegócio EUA Brasil 2026 adicionais de 25% sobre diversos produtos nacionais. Nesta segunda-feira (6), em Washington, iniciou-se o ciclo de audiências no Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). O prazo para o governo norte-americano deliberar sobre a medida encerra-se em 15 de julho.
- Entidades como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Sociedade Rural Brasileira (SRB) sustentam que a taxação é contraproducente, argumentando que a medida penalizará o consumidor norte-americano com inflação alimentar.
- O debate sobre as tarifas agronegócio EUA Brasil 2026 ganha contornos de urgência, visto que a imposição desconsidera a competitividade global da produção nacional.
Superávit e interdependência comercial
A defesa brasileira contesta a narrativa de desequilíbrio utilizada por Washington. Dados consolidados mostram uma via de mão dupla vigorosa. Em 2025, o Brasil foi o 9º maior mercado de exportação agrícola dos Estados Unidos, comprando US$ 49,7 bilhões em produtos, enquanto as vendas brasileiras totalizaram US$ 42,3 bilhões. A imposição de tarifas agronegócio EUA Brasil 2026 elevaria os custos internos nos EUA, impactando especialmente famílias de menor renda e pequenos comércios.
Sustentabilidade e o combate ao desmatamento
Sobre a justificativa americana baseada em práticas ambientais, a CNA apresentou dados do sistema oficial PRODES. A confederação demonstrou que o desmatamento na Amazônia recuou 56% entre 2021 e 2025, enquanto a produção de grãos alcançou recorde histórico de 358,6 milhões de toneladas em 2025, evidenciando o descolamento entre a expansão produtiva e a abertura de novas áreas.
O conflito no mercado de biocombustíveis
O setor de energia renovável também se posicionou contra as falhas técnicas apontadas pelo USTR. A defesa brasileira esclareceu que a tarifa de importação de etanol no Brasil segue o padrão de Nação Mais Favorecida da OMC. A União Nacional do Etanol de Milho (Unem) destaca que a perda de market share do etanol norte-americano no país decorre do boom da indústria nacional. Trata-se de um fato já reconhecido em relatórios do próprio USDA. Por fim, as entidades reforçam a falta de reciprocidade de Washington, que mantém cotas restritivas ao açúcar brasileiro.
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