Fed mantém juros altos e impacta mercados globais

O Fed mantém os juros altos, entre 5,25% e 5,50%, e prolonga o aperto monetário, impactando os mercados globais. A ata do FOMC, divulgada ontem (6), confirmou a postura cautelosa do banco central americano. Como consequência, os rendimentos das Treasuries subiram em toda a curva.

O título de 10 anos avançou 12 bps, a 4,49%. Além disso, o de 2 anos foi a 4,17% (alta de 8 bps) e o de 30 anos, a 4,87% (alta de 11 bps).

Fed mantém juros altos: a reação dos mercados

Nos EUA, os futuros do S&P 500 e do Nasdaq 100 operavam em alta. O S&P 500 subiu 0,5%, e o Nasdaq 100, 1,0%. Porém, a Europa recuou: o Stoxx 600 caiu 0,2%.

No Brasil, o Ibovespa fechou em alta de 0,74%, a 174.070 pontos. O real se valorizou 0,44%, cotado a R$ 5,17 por dólar americano. Além disso, na renda fixa, os DIs ajustaram as projeções.

O jan/27 recuou 5 bps, a 14,00%. O jan/29 caiu 1 ponto base (bp), a 14,25%. Por outro lado, o jan/31 subiu 2 bps, a 14,37%.

Motivos da decisão do Fed

O comitê destacou que a inflação de serviços segue acima da meta. Além disso, os salários permaneceram elevados. Consequentemente, o Fed teme um afrouxamento prematuro.

A volatilidade das commodities e as tensões geopolíticas também pesaram na decisão. Portanto, a credibilidade da política monetária exige uma postura firme.

Impactos para investidores e empresas

A curva de juros mais alta aumenta o custo do capital global. Dessa forma, os ativos de renda fixa de longo prazo perdem o atrativo. Por outro lado, ações de empresas sólidas ganham destaque.

No Brasil, a valorização do real beneficia empresas com dívidas em dólar. Além disso, a divergência de política monetária permite novos cortes na Selic. Enquanto o Fed mantém os juros altos, o Brasil tem margem para flexibilizá-los.

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