O Dia das Crianças de 2026 está com boas expectativas para o varejo nacional, com projeção de movimentar R$ 9,27 bilhões, alcançando assim o maior volume de vendas para o período desde 2014.
Os dados foram divulgados pela Confederação Nacional do Comércio (CNC). Paralelamente, a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) estima que os centros de compras devam concentrar R$ 4,26 bilhões desse total, registrando uma alta de 2,5% em relação ao ano anterior.
Mais de 70% dos shoppings no país demonstram otimismo com a data, apostando em eventos temáticos, atrações interativas e oficinas para atrair as famílias. O ticket médio projetado para as compras de presentes ficou em R$ 233,84, superando levemente os R$ 231,84 observados em 2025.
Brinquedos lideram as vendas e o impacto no emprego temporário
O segmento de brinquedos continuará sendo o grande motor da data, respondendo por 39% do faturamento projetado, o equivalente a cerca de R$ 3,62 bilhões. Na sequência, os hipermercados e supermercados aparecem com forte participação nas vendas de presentes.
Para absorver o fluxo intenso de consumidores, o setor projeta a abertura de 139 mil vagas temporárias até o encerramento do ano. O aquecimento sazonal injeta dinamismo no mercado de trabalho, embora o cenário macroeconômico ainda exija cautela devido ao endividamento das famílias.
Apesar do otimismo geral, alguns segmentos enfrentam desafios pontuais. A Associação Brasileira do Varejo Têxtil (ABVTEX) aponta que o volume de peças de vestuário infantil vendidas deve registrar um leve recuo de 0,8% em outubro, evidenciando as dificuldades persistentes para ampliar o consumo em certas categorias.
Pontos de observação
O desempenho robusto do varejo no Dia das Crianças demonstra a resiliência do consumo de massa, mesmo em um ambiente de restrição financeira. O cenário reforça a importância de monitorar a margem de lucro. Além disso, exige atenção à eficiência operacional das grandes redes de shopping centers e do setor de brinquedos.
A gradual flexibilização da política monetária começa a devolver fôlego à confiança do consumidor. Isso torna o quarto trimestre um termômetro decisivo para a recuperação das empresas voltadas ao mercado doméstico.
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