Termômetro do consumo: Dia dos Namorados 2026 deve injetar R$ 22 Bi na economia

O comércio e o setor de serviços projetam uma forte movimentação financeira para o Dia dos Namorados 2026. Uma pesquisa da CNDL e do SPC Brasil estima que 93 milhões de brasileiros vão às compras neste ano. Esse avanço consolidará a data como o terceiro período mais lucrativo para o varejo do país. O evento fica atrás apenas do Natal e do Dia das Mães.

Os desafios do crédito e o consumo no varejo nacional

Apesar do otimismo das vendas, o cenário econômico exige cautela devido ao endividamento. O levantamento revelou que 31% dos consumidores pretendem presentear mesmo estando com contas em atraso. Além disso, dentro desse grupo de compradores, cerca de 71% estão com o nome negativado nos órgãos de proteção ao crédito.

A pesquisa traçou o comportamento financeiro e as preferências do público para a data:

  • Meios de Pagamento: A modalidade à vista lidera com 69% das intenções. O Pix surge como o grande protagonista e concentra 34% da preferência.
  • Uso do Cartão: O parcelamento no cartão de crédito será a opção de 28% dos clientes. A média de parcelas ficará em 3,5 prestações.
  • Ticket Médio: O gasto médio nacional estimado para a escolha dos presentes será de R$ 238 por pessoa.

A revolução do Pix e o cenário latino-americano

De acordo com a 11ª edição do Global Payments Report, o uso de pagamentos digitais redesenha o comércio brasileiro. O Pix liderou as transações no país, respondendo por 38% das compras no e-commerce. O sistema também garantiu 34% do volume nos pontos de venda físicos. Enquanto isso, o cartão de crédito ainda assegura forte relevância pelo poder de parcelamento, representando 40% do valor transacionado na internet.

Por outro lado, o dinheiro em espécie mantém relevância no comércio doméstico. O uso físico da moeda no Brasil ficou em 12% em 2025. Esse patamar deixa o país alinhado com Chile e Argentina. Porém, o cenário difere de outros mercados emergentes da América Latina. O Peru e o México lideram a utilização de dinheiro vivo na região, registrando taxas expressivas de 30% e 40% nas transações, respectivamente.

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