Dólar sobe para R$ 5,06 e Ibovespa recua pressionado por inflação e petróleo

O mercado financeiro doméstico operou sob forte cautela nesta quarta-feira (27). O fechamento do dólar registrou alta de 0,66%, cotado a R$ 5,061, atingindo o maior valor em oito dias. Enquanto isso, o índice Ibovespa recuou 0,48%, aos 175.744 pontos. O movimento refletiu o resultado da prévia da inflação oficial e a forte queda do petróleo no exterior.

Os fatores por trás do fechamento do dólar

O avanço da moeda norte-americana respondeu a pressões internas e externas. De acordo com analistas, as negociações geopolíticas entre Estados Unidos e Irã sobre o Estreito de Ormuz aumentaram a volatilidade global.

Essa dinâmica afetou diretamente o fluxo cambial do país devido a fatores estruturais:

  • Tombo das Commodities: O barril de petróleo Brent despencou 4,57%, encerrando cotado a US$ 92,25 após rumores de um acordo internacional.
  • Fluxo Cambial: A queda nos preços da commodity reduz a entrada de moeda estrangeira no Brasil. Por consequência, a menor oferta empurra a cotação para cima.
  • Cenário Mensal: A divisa acumula alta de 2,18% no mês de maio, embora registre queda de 7,79% no acumulado do ano de 2026.

Pressão do IPCA-15 sobre as ações da bolsa

Além disso, o mercado de ações reagiu mal aos dados domésticos. O IPCA-15 subiu 0,62% em maio e estourou o teto da meta do Banco Central. Como resultado, os investidores temem que a autoridade monetária reduza a taxa Selic em ritmo bem mais lento. Juros elevados por mais tempo diminuem a atratividade da renda variável.

Por fim, o Ibovespa sofreu com o desempenho negativo do seu papel de maior peso. As ações ordinárias da Petrobras caíram 1,62%, acompanhando o recuo do óleo bruto no mercado internacional. O recuo dos ativos preferenciais da estatal ficou em 1,43%, consolidando a segunda sessão consecutiva de perdas para a bolsa brasileira.

Foto de capa: Divulgação/B3