Google Cloud aponta cinco tendências em inteligência artificial para o mercado financeiro

O avanço da inteligência artificial no setor financeiro promete acelerar de forma definitiva a transformação dos bancos tradicionais e das fintechs. Durante um evento corporativo em São Paulo, a liderança da companhia detalhou as principais estratégias para o mercado nacional. O foco central está no uso dessa tecnologia para superar desafios operacionais complexos.

  • As cinco apostas: A gigante de tecnologia destacou a IA multimodal, os agentes autônomos e a busca assistida.
  • Segurança e experiência: Além disso, a empresa aposta na hiperpersonalização de produtos e também na segurança digital reforçada.

O gargalo tecnológico dos sistemas legados

A implementação prática dessas inovações encontra barreiras severas dentro das instituições bancárias mais tradicionais do país. Atualmente, o grande problema reside na dependência de sistemas antigos construídos sem uma visão integrada do consumidor.

Diante disso, os dados dos usuários acabam ficando isolados em diferentes plataformas digitais internas. Como consequência, o cliente é frequentemente obrigado a repetir informações básicas já fornecidas em contatos anteriores.

Portanto, essa falta de integração prejudica a experiência final do usuário no aplicativo bancário. Isso ocorre porque o isolamento dos dados impede que a instituição ofereça soluções financeiras personalizadas e eficientes.

O cenário regulatório: O mercado brasileiro conta com um ecossistema muito ativo do Open Finance. Contudo, a velocidade na circulação do dinheiro exige que as empresas abandonem de vez os processos ineficientes.

A vantagem competitiva das fintechs brasileiras

Por essa razão, as instituições financeiras mais jovens conseguem avançar muito mais rápido na adoção dessas novas tecnologias. Isso acontece porque as fintechs geralmente nascem com uma arquitetura digital moderna e totalmente orientada ao cliente.

Dessa forma, essas novas empresas demonstram maior facilidade para unificar os bancos de dados internos. Com efeito, a migração para a computação em nuvem permite a incorporação ágil de ferramentas inteligentes.

Como resultado, a dificuldade em organizar as informações limita também o aproveitamento do Open Finance por parte dos grandes bancos. A capacidade de reestruturar esses dados será o principal diferencial competitivo para o futuro do setor.

Foto de capa: Rafael d’Ávila, head para o setor financeiro do Google Cloud por Giulia Frazão/Divulgação