Nova tabela do frete deve encarecer transporte e pressionar setor produtivo

Os custos logísticos e os impactos nas empresas brasileiras devem piorar de forma expressiva caso o Congresso Nacional aprove o endurecimento da fiscalização sobre o piso mínimo do frete rodoviário. Com efeito, o setor industrial estima uma elevação média de 16,4% nas despesas de transporte se as novas regras da Medida Provisória 1.343/2026 forem mantidas.

O que está acontecendo

  • Intervenção regulatória: O governo federal tenta ampliar as penalidades e apertar o cerco contra quem descumprir os valores mínimos de frete estipulados pela ANTT.
  • Preocupação generalizada: De fato, uma pesquisa da CNI revelou que 94% das indústrias contratantes de transporte identificam reflexos profundamente prejudiciais em suas planilhas de gastos.
  • Risco de paralisação: Por outro lado, caminhoneiros autônomos ameaçam suspender as atividades caso as medidas de proteção à categoria sofram retrocessos.

A perda de competitividade na visão do empresariado

Em primeiro lugar, a imposição de pisos mínimos limita severamente a livre negociação entre as indústrias e os transportadores em momentos de flutuação de mercado. Como consequência dessa rigidez regulatória, as pequenas empresas sofrem os maiores danos por possuírem menor capacidade de absorver o encarecimento das rotas.

Além disso, a metodologia de cálculo oficial ignora totalmente a realidade das operações diárias. Desse modo, fica evidente que os custos logísticos e os impactos nas empresas brasileiras geram perdas severas principalmente nos negócios de menor porte. Do mesmo modo, as regiões Norte e Nordeste registram os piores cenários devido à enorme dependência das rodovias e à escassez histórica de fretes de retorno.

Insegurança jurídica e o repasse para o consumidor

Portanto, o avanço de propostas de pisos salariais para motoristas no Congresso Nacional adiciona ainda mais incertezas ao planejamento financeiro das companhias no longo prazo. Diante disso, o mercado prevê que a disparada dos fretes será inevitavelmente repassada aos preços finais dos produtos de consumo.

Por esse motivo, a liderança industrial busca barrar o texto legal no Supremo Tribunal Federal através de uma ação que questiona o tabelamento. Em suma, os empresarios defendem que a livre concorrência representa o único caminho viável para reduzir o peso do Custo Brasil na economia nacional.

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