Governo prorroga subvenção do diesel por 30 dias após escalada do petróleo no Oriente Médio

O governo federal confirmou a renovação da subvenção de R$ 2,12 por litro para o óleo diesel por mais 30 dias. A resolução, com publicação prevista no Diário Oficial da União, visa assegurar a viabilidade das importações do combustível e proteger a cadeia logística nacional contra repasses imediatos de custos.

O custo da prorrogação está estimado em R$ 10,5 bilhões no período. A equipe econômica informou que o financiamento do programa utilizará receitas extraordinárias decorrentes do setor de combustíveis.

Choque geopolítico no Oriente Médio e valorização do Brent

A decisão do Ministério do Planejamento responde à disparada do petróleo no mercado internacional. O barril do tipo Brent superou a marca dos US$ 100, impulsionado pelo agravamento das tensões no Oriente Médio e pelo conflito geopolítico envolvendo os Estados Unidos e o Irã.

O bloqueio de rotas marítimas estratégicas e o risco de interrupção na oferta global acumulam uma alta superior a 40% nas cotações da commodity. Com o Brent sendo negociado perto de US$ 110 no mercado futuro, a subvenção estatal funciona como um colchão amortecedor para manter o fluxo de importação e evitar o desabastecimento do diesel rodoviário no país.

Impacto fiscal e prazo de vigência

A atual fase do benefício substitui a medida decretada em outubro e estende os incentivos até o final do ano. Importadores do insumo continuam contando com o reforço adicional de R$ 1,40 por litro, garantindo a paridade operacional.

O governo ressaltou o caráter temporário do subsídio e condicionou novas prorrogações ao comportamento das cotações internacionais. O monitoramento constante da disponibilidade orçamentária definirá os próximos passos da política de preços para o setor de transportes.

Resumo analítico

  • Subvenção renovada: Subvenção de R$ 2,12 por litro do diesel é prorrogada por mais 30 dias.
  • Crise geopolítica: Conflito no Oriente Médio eleva barril do Brent para perto de US$ 110.
  • Custo orçamentário: Medida exige R$ 10,5 bilhões cobertos por receitas extraordinárias de combustíveis.

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