A infraestrutura de data centers de IA no Brasil avança com o anúncio da Elea Data Centers e da AXIA Energia para a construção de um hub em Belém (PA). O projeto BEL1 receberá investimento inicial de R$ 250 milhões e focará em Inteligência Artificial. Dessa forma, a região Norte ganha protagonismo tecnológico no mercado de tecnologia nacional. O site terá capacidade inicial de 7,5 MW em 2027, com expansão modular prevista.
- O projeto BEL1 iniciará operações no segundo trimestre de 2027 com foco em alta performance.
- A operação utilizará energia firme 100% renovável, otimizada pela proximidade com a subestação Miramar.
O desenho modular do BEL1 e o avanço da computação de alta performance
O BEL1 foi desenhado para suportar as exigências crescentes de processamento da Inteligência Artificial. Primeiramente, o projeto adota um modelo modular para facilitar o escalonamento conforme a necessidade de carga. Em segundo lugar, o design prioriza a eficiência para computação de alta performance. Segundo Alessandro Lombardi, CEO da Elea, a escolha de Belém materializa um legado econômico estruturado a partir da COP30. Assim, o ativo digital impulsiona o desenvolvimento tecnológico da Amazônia.
PPA de longo prazo e a mitigação de riscos de transmissão
A parceria com a AXIA Energia garante o fornecimento de energia por meio de contratos de PPA de longo prazo. Como diferencial técnico, o data center ficará vizinho à subestação de alta tensão Miramar, operada pela parceira. Isso reduz, de forma direta, as perdas de transmissão que afetam o Sistema Interligado Nacional (SIN). Dessa maneira, o empreendimento mitiga gargalos energéticos críticos para operações que exigem disponibilidade ininterrupta. Portanto, a eficiência energética torna-se um pilar de competitividade para o projeto.
Belém como polo estratégico e alternativa logística ao hub de Fortaleza
Belém desponta agora como um complemento estratégico ao tradicional polo de Fortaleza. Enquanto o Ceará concentra cabos submarinos, a capital paraense ganha tração com as infovias do programa federal Norte Conectado. Além disso, essa conectividade cria uma rota de escoamento de dados mais resiliente para o país. Consequentemente, a descentralização atrai empresas que buscam redundância geográfica e menor latência. Por fim, a robusta infraestrutura de data centers de IA no Brasil melhora a resiliência da arquitetura de internet nacional.
O impacto de longo prazo na atração de investimentos
O BEL1 sinaliza uma mudança estrutural na atração de aportes corporativos para a Região Norte. Ao unir sustentabilidade e infraestrutura crítica, o projeto reduz barreiras de entrada para provedores globais de nuvem e IA. Ademais, a infraestrutura moderna gera um efeito cascata em serviços digitais locais. Em suma, Belém entra no mapa global de dados, transformando a região em um novo epicentro de inovação tecnológica no Brasil.
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