O mercado de entretenimento nacional ganha um impulso bilionário com o início das vendas de ingressos para o Rock in Rio. Nesse sentido, o festival deve movimentar R$ 3,36 bilhões na economia carioca. O dado é da Fundação Getulio Vargas (FGV), considerando hospedagem, bem como transporte e alimentação.
Com público estimado em 700 mil pessoas, o evento gera forte dinamismo comercial. A venda antecipada do Rock in Rio Card indicou um avanço em comparação à edição passada. Ou seja, o volume de compradores de fora do estado cresceu 20%.
Atualmente, esses turistas de outras regiões do país já representam 55% do público total do festival. Para celebrar o início das vendas que ocorrem na segunda-feira dia 8, paramotores sobrevoam as praias do Rio de Janeiro durante este fim de semana. Guitarras gigantes também decoram pontos estratégicos da cidade.
Histórico de faturamento pós-pandemia
Os números do festival demonstram uma trajetória consistente de expansão financeira desde a retomada dos grandes eventos presenciais. O mercado de entretenimento enxerga no festival um grande termômetro de consumo no país.
A comparação com as edições anteriores evidencia o crescimento acelerado do setor:
O Salto financeiro da Cidade do Rock (impacto econômico)
- Edição de 2022 (Retomada): Movimentou cerca de R$ 2 bilhões na economia local, marcando o reencontro do público com a música ao vivo.
- Edição de 2024: Registrou um salto expressivo para R$ 3,2 bilhões, consolidando marcas e novos formatos de experiências de consumo.
- Expectativa para 2026: Projeta atingir R$ 3,36 bilhões, um avanço de 5% sobre a edição de 2024.
A força econômica do evento se traduz no efeito multiplicador. Segundo a FGV, cada R$ 1 investido na produção do festival gera outros R$ 6,59 para a economia brasileira. Além disso, a estrutura vai movimentar 33,9 mil postos de trabalho diretos e indiretos na região.
O estímulo ao turismo e ao mercado de entretenimento no Brasil
O desempenho do Rock in Rio espelha a força da indústria criativa, que movimentou R$ 41 bilhões no último ano. A cidade atrai anualmente cerca de 12 milhões de turistas. Esse fluxo contínuo alimenta hotéis, bares e serviços locais.
De fato, o festival privado funciona como um pilar essencial para o turismo do estado. Em anos de evento, a Cidade do Rock responde por aproximadamente 38% de toda a movimentação turística no período.
Como resultado, esse impacto reverbera fortemente no cenário macroeconômico nacional. O mercado de entretenimento de grandes festivais injeta bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) do país. Portanto, o sucesso de vendas reflete o apetite do consumidor por experiências de lazer de alto padrão. Essa liquidez injetada na economia fortalece empresas e consolida o Brasil como rota obrigatória das turnês internacionais.
O alcance global da Cidade do Rock
Embora o público brasileiro vindo de outros estados lidere o crescimento do turismo no festival, o impacto do Rock in Rio também se estende ao cenário internacional, atraindo visitantes de mais de 70 países — com destaque para nações da América do Sul, Estados Unidos e Europa.
Apesar de representarem uma fatia minoritária, de até 5% do público total, esses turistas estrangeiros registram um tempo de permanência prolongado de 4 a 5 dias e um gasto médio diário até 75% maior do que os visitantes nacionais.
Dados da Setur-RJ e do Observatório do Turismo do Rio de Janeiro confirmam que essa injeção de capital estrangeiro consolida o festival como um motor econômico estratégico, que projeta a marca da capital fluminense globalmente e potencializa o faturamento de toda a cadeia de serviços local.
Foto de capa: Reprodução