O mercado financeiro elevou a projeção do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 5,04% para 5,09% este ano. Atualmente, os analistas que acompanham a previsão da inflação observam a décima segunda alta consecutiva do indicador. Esse dado consta no Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (1º). Portanto, com o novo ajuste, o índice supera o teto da meta de 4,5% estipulado para o período.
- Pressão externa: A escalada do conflito no Oriente Médio impacta diretamente o preço dos combustíveis e encarece os custos logísticos nacionais. Alimentos em alta: Além do cenário internacional, o preço dos alimentos pressionou fortemente o bolso do consumidor no fechamento de abril.
Pressão geopolítica e os reflexos na taxa Selic
A inflação persistente dificulta o plano de voo do Comitê de Política Monetária (Copom). Com o objetivo de conter a alta de preços, a autoridade utiliza a taxa Selic, atualmente fixada em 14,5% ao ano. Na última reunião, por exemplo, o colegiado aplicou um corte de 0,25 ponto percentual nos juros básicos. Contudo, a ata do comitê não sinalizou os próximos passos devido às incertezas globais.
Por outro lado, o mercado financeiro projeta que a taxa Selic termine o ano em 13,25%. O próximo encontro dos diretores ocorre nos dias 16 e 17 de junho. De fato, juros mais elevados encarecem o crédito e desestimulam o consumo imediato. Esse mecanismo ajuda a segurar a previsão da inflação, mas limita a velocidade de expansão do Produto Interno Bruto (PIB).
Projeções de crescimento econômico e comportamento do câmbio
Apesar do aperto monetário, as instituições financeiras revisaram o crescimento da economia brasileira de 1,89% para 1,90% este ano. Esse resultado positivo reflete o desempenho do primeiro trimestre, que registrou expansão de 1,1%. Além disso, para o próximo ano, a expectativa do mercado é de uma alta de 1,7% na atividade.
No cenário cambial, o Boletim Focus trouxe um viés de maior depreciação para a moeda brasileira. Como consequência, a estimativa para a cotação do dólar ao final do ano subiu para R$ 5,16. Esse movimento cambial adiciona mais pressão sobre os produtos importados, alimentando o ciclo de revisões na previsão da inflação no curto prazo.
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