A queda da receita da Natura é a estimativa oficial divulgada pela fabricante de cosméticos para o segundo trimestre de 2026, com uma retração projetada entre 9% e 10% na comparação anual.
- O resultado abaixo das expectativas reflete um consumo desaquecido no Brasil somado a ajustes operacionais internos da companhia.
- A empresa reportou dificuldades logísticas, incluindo escassez de produtos, após a implementação de novos sistemas de planejamento e distribuição.
Entenda os motivos por trás da queda da receita da Natura
O cenário de varejo no Brasil impôs desafios severos para a queda da receita da Natura neste trimestre. Consequentemente, o faturamento líquido deve oscilar entre R$ 5,1 bilhões e R$ 5,2 bilhões. De acordo com o fato relevante da companhia, o desempenho foi impactado por uma combinação de fatores macroeconômicos e estruturais. Portanto, a magnitude da redução superou as previsões iniciais feitas pelo mercado financeiro e pelos analistas do setor.
Ademais, a empresa enfrentou uma severa escassez de produtos nas prateleiras. Isso ocorreu, primordialmente, devido à estabilização de um novo sistema de Planejamento Integrado e à atualização da plataforma SAP. Além disso, a relocação de volumes após o fechamento da fábrica de Interlagos, em São Paulo, gerou gargalos na cadeia logística. Sendo assim, o fluxo de abastecimento foi prejudicado justamente em um momento crítico para a reposição de estoques.
Por outro lado, a transição da queda da receita da Natura também passou por mudanças estratégicas nos canais de venda. A implementação de novas regras comerciais impactou o varejo online, enquanto a migração integral dos contratos de franquia para um novo modelo reduziu momentaneamente o sell-in. Somado a isso, um descasamento tributário decorrente de mudanças no ICMS-ST em São Paulo concentrou efeitos negativos no período. Todavia, a marca destaca que, na região Hispânica, houve crescimento consistente, o que compensou parcialmente o cenário adverso vivido no Brasil.
Pontos de atenção para CFOs e investidores
Diante da queda da receita da Natura, é vital que os gestores monitorem a estabilização logística da companhia após a atualização dos sistemas SAP. CFOs precisam observar, sobretudo, se o impacto do descasamento tributário será absorvido integralmente ainda neste exercício.
Ademais, investidores devem acompanhar de perto a margem Ebitda reportada. Embora a receita tenha recuado, a empresa projeta ganhos de eficiência operacional decorrentes de menores despesas com rescisões. Por fim, a atenção deve voltar-se para o dia 10 de agosto, quando a empresa divulgará os dados completos. O mercado buscará confirmar se as medidas de reestruturação trarão a rentabilidade esperada para os próximos ciclos ou se o desaquecimento do consumo brasileiro exigirá novas revisões de estratégia.
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