Turismo em alta: o mercado que vai impulsionar a América do Sul e o Brasil em 2026

O setor de turismo na América do Sul deve registrar um desempenho superior à média mundial em 2026, impulsionado fortemente pelo avanço dos gastos de visitantes internacionais e pelo boom de viajantes asiáticos. De acordo com o Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC), a projeção de expansão para a região é de 4,1%.

Esse índice supera a média global prevista de 3,2% para o período.

A expectativa do setor

O setor deve movimentar US$ 396,4 bilhões na América Central e do Sul neste ano. Desse modo, a atividade representará 7,5% de toda a economia regional, funcionando como um porto seguro contra tensões geopolíticas que travam o crescimento em outros continentes.

O fator China: o novo motor do turismo nacional

O Brasil consolidou-se como o principal destino da América do Sul na preferência dos viajantes chineses. Certamente, o fluxo desse público cresceu 35% nas viagens recentes.

Os principais catalisadores desse avanço incluem:

  • Fim das restrições: Pequim incluiu o Brasil nas listas oficiais de destinos aprovados para turismo em massa.
  • Facilidade burocrática: O governo brasileiro adotou políticas de isenção de vistos de curta duração para o país asiático.
  • Promoção focada: A Embratur intensificou o networking (trabalho de construção de rede de contatos profissionais) com grandes operadoras na Ásia.

A força consolidada dos visitantes nacionais

O ranking de buscas da plataforma Trip.com Group coloca São Paulo, Rio de Janeiro e Foz do Iguaçu no topo da lista. Além disso, capitais como Belo Horizonte, Brasília, Manaus, Curitiba, Salvador e Porto Alegre ganham forte relevância.

Apesar do avanço estrangeiro, os turistas locais sustentam a maior parte da atividade financeira no país. Os gastos com viagens domésticas devem alcançar US$ 222,3 bilhões na região, impulsionados pela tendência de explorar destinos internos e regionais.

Portanto, o consumo doméstico representa expressivos 77% de toda a receita turística injetada no mercado.

O perfil do novo visitante estrangeiro

Diferente do turista tradicional, o viajante chinês busca imersão cultural profunda. Festas Juninas, o Carnaval e o Festival de Parintins atraem grande engajamento.

RaiRaio-X dos números na América do Sul e Central em 2026

  • Empregos regionais: O setor de turismo em toda América do Sul e Central sustentará 18,5 milhões de postos de trabalho.
  • Divisão dos gastos: O turismo vindo de fora responde por 23% das receitas da região, enquanto os viajantes locais representam a fatia majoritária.
  • Motivação das viagens: O lazer absoluto comanda o mercado regional, respondendo por 84,9% do faturamento, contra apenas 15,1% do turismo corporativo.

No cenário comparativo entre os países vizinhos, o Equador lidera a expansão com 11,6% de crescimento no PIB do setor. Enquanto isso, o Brasil projeta um avanço mais moderado de 2,1% no bolo econômico geral, embora os gastos de estrangeiros por aqui apresentem uma previsão de alta superior, subindo 3%.

O veredito: além das praias, o foco é o consumo

Sobreviver e lucrar no setor de turismo na América do Sul exigirá adaptação ao comércio digital e aos novos meios de pagamento internacionais. O comércio hoteleiro e os atrativos locais devem se preparar para atender às exigências culturais dos novos visitantes.

Foto de capa: Pixabay