A bolsa caiu 0,91% na primeira sessão de junho, atingindo o menor nível registrado desde janeiro. O recuou do Ibovespa reflete o agravamento da crise envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos. Como consequência, investidores globais reduziram a busca por mercados emergentes. O movimento gerou cautela generalizada na B3, apesar do avanço pontual de algumas estatais vinculadas a commodities.
• Rota de fuga: O aumento do risco global fez o mercado financeiro migrar para ativos considerados mais seguros no exterior.
• Contramão do mercado: O dólar recuou 0,39% e fechou cotada a R$ 5,023, impulsionado pela forte entrada de divisas no país.
O impacto do petróleo e a suspensão de acordos globais
Anteriormente, o mercado financeiro operava sob a expectativa de um acordo diplomático estável entre Washington e Teerã. O cenário mudou após o Irã interromper as negociações indiretas com os Estados Unidos. O país asiático passou a discutir o bloqueio do Estreito de Ormuz. Por essa razão, os preços internacionais do barril de petróleo Brent dispararam mais de 4%.
Como o Brasil atua como um grande exportador dessa commodity, a valorização atrai capital estrangeiro. Essa forte entrada de dólares acabou valorizando a moeda brasileira no dia. Contudo, o fluxo cambial positivo não blindou as ações de mineradoras e grandes bancos nacionais. Diante do cenário de forte aversão ao risco, a bolsa caiu pelo quinto pregão consecutivo.
Declarações na Casa Branca trazem alívio parcial
Por outro lado, as perdas do Ibovespa diminuíram na reta final dos negócios. O mercado reagiu a declarações do presidente norte-americano Donald Trump. O líder indicou a manutenção de contatos para conter uma escalada militar maior no Oriente Médio. Dessa forma, as cotações do petróleo recuaram dos picos máximos atingidos ao longo da tarde.
Portanto, o investidor inicia o mês de junho focado no monitoramento dos desdobramentos geopolíticos. Qualquer sinal de bloqueio nas rotas de transporte marítimo pode redefinir as projeções econômicas globais. Desse modo, a volatilidade deve continuar ditando o ritmo das negociações financeiras nos próximos dias.
Foto de capa: B3